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Cyre

Cyre, outrora conhecida como a "Jóia Púrpura de Alderion," era um reino de esplendor e inovação, onde os maiores sonhos arcanos se tornavam realidade. Destinado a fornecer o próximo regente do continente, o reino foi o estopim da Última Guerra, onde seus territórios foram devastados por conflitos entre diversas nações.

 

A tragédia culminou no "Dia da Lamentação," quando um evento apocalíptico criou o "Abismo de Arallu" e transformou Cyre em uma terra devastada, agora chamada de "Cidade do Lamento," envolta em neblina e habitada por horrores inexplicáveis.

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Os sobreviventes se tornaram refugiados, espalhados por várias regiões, com muitos se reunindo em Nova Cyre, na Britúnia. Apesar das dificuldades, os cyranos preservam suas tradições e esperanças de restaurar as glórias perdidas, enquanto a busca por respostas sobre o que realmente causou a destruição continua a assombrar a memória coletiva do povo.

 

Hoje, Cyre é um símbolo da dor e do sacrifício, e os cyranos, mesmo dispersos, mantêm viva a lembrança de seu antigo lar e lutam para reconstruir um futuro que lhes foi tirado.

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Rei Exilado Ozymandias ir'Wynarn

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Outros membros menos proeminentes da família Wynarn podem ser encontrados por Alderion, mas o aristocrata mais notório é Ozymandias ir'Wynarn, o exilado herdeiro de Cyre.

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Conhecido outrora por sua vida de excessos e espírito despreocupado, Ozymandias mudou drasticamente após a destruição de sua terra natal. O trauma o transformou em um líder calculista e frio, dedicado a qualquer custo à sobrevivência e redenção de seu povo, com os fins justificando os meios.

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Embora tenha aceitado as terras cedidas pela Britúnia para recomeçar, Ozymandias sabe que não pertence ali. Determinado a restaurar Cyre, ele busca incansavelmente por meios arcanos ou tecnológicos capazes de reverter a ruína de seu reino, não tendo mais nada a perder, é visto por muitos como um perigo iminente.

Visão Geral do Reino

Amanhã, em Cyre - Lema da Nação

 

Capital: Nova Cyre ( no reino da Britúnia )
Situação: Reino destruído, sem soberania pelo Tratado de Thronehold

Clima: Magicamente alterado
Principais produtos: Artistas e profissionais qualificados

Pontos de interesse:  Fortazela Voadora de Dalaran, Forte da Irmandade do Aço,

Abismo de Arallu, Lago Escarlate, Platô de Vidro.

Cidadãos remanescentes do reino: 60% humanos, 20% meio elfos, 14% elfos,

3% anões, 3% outros

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Cyre era o futuro. Nos áureos tempos do Reino de Galifar, Cyre era a terra onde os sonhos arcanos se tornavam reais. Era conhecida como A Bela Cyre, a Jóia Púrpura de Alderion, ou a Maravilhosa Cyre. Pra alguns era considerada uma terra de arrogância e decadência, mas para o resto das nações, ela era o paraíso.

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Era de Cyre que viria o próximo regente do reino de Galifar, mas três de seus irmãos se colocaram contra sua ascensão, e esse foi o estopim da Última Guerra. Foi em Cyre que a maior parte das batalhas ocorreram. Tropas de Karrnath, Britúnia e Lotharion lutavam umas contra as outras e contra as forças de Cyre, em seu território, enquanto Turan, as tribos de Khitai e os goblinóides de Darguun aproveitavam para expandir suas terras.

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Foi assim que as Maravilhosa Cyre foi se degradando, até a destruição apocalíptica que se abateu sobre ela no Dia da Lamentação. Ninguém assumiu a responsabilidade pela destruição de Cyre, e o verdadeiro motivo da explosão permanece um mistério.

 

O desastre teve início ao noroeste da Cidade da Criação, onde uma enorme fenda surgiu, posteriormente chamada de Abismo de Arallu. Uma espessa névoa cinzenta emergiu da fenda, rapidamente cobrindo todo o reino e se condensando em uma colossal muralha de fumaça com dez quilômetros de espessura e um quilômetro de altura, que circunda todo o território cyrano.

 

Somente aqueles que viviam nas extremidades do território ou estavam fora dele no momento conseguiram sobreviver.

Algumas teorias sugerem que a Lamentação começou em Metrol, ao norte do que agora é o Platô de Vidro. Naquele fatídico dia, algo terrível ocorreu na cidade ou em seus arredores, desencadeando a devastação que varreu Cyre. A terra ao redor de Metrol sofreu mudanças drásticas e abruptas, elevando o Platô de Vidro em questão de momentos. A transformação foi tão repentina que soldados que lutavam lado a lado foram separados, um permanecendo em terreno sólido enquanto o outro era erguido a 30 metros de altura, antes que ambos fossem consumidos pela catástrofe. O evento foi seguido por semanas de terremotos.

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Mais tarde, os tremores retornaram, com lava fluindo de fissuras no lado oeste do platô, como sangue brotando de uma ferida. Isso tornou o planalto inacessível a partir do oeste. A lava, após resfriar, se solidificou em um vidro esmeralda fosco, e o crescimento contínuo do platô sugere que o fenômeno ainda não terminou.


Hoje Cyre não existe mais, e por muitos o reino agora é conhecido como a Terra do Lamento, um reino deformado, destruído e cercado por uma densa parede mórbida de névoa cinza. Os refugiados de Cyre migraram para Nova Cyre na Britúnia, Korranberng em Zilargo, e em menor número, para comunidades em Argos. Muitos cyranos ainda traumatizados pela terrível destruição, acham difícil perdoar as nações que se recusar a prestar auxílio quando eles precisaram, especialmente Lotharion, que preferiu acolher os misteriosos draenei ao invés dos próprios alderianos. Pior ainda, os elfos de Turan chacinaram centenas dos refugiados cyranos que tentavam escapar da névoa sombria pelo leste.

 

Cyre depois da Guerra:

Com sua terra destruída, e sua população espalhada, os cyranos sabem que se encontram em uma posição extremamente precária. Desde o acordo de Thronehold, os refugiados não tem direitos ou status, com exceção de Nova Cyre, onde são vistos como convidados da coroa Brituniana. Anos após o início da construção de Nova Cyre, o rei Ozymandias capturou a fortaleza voadora Dalaran, usada para patrulhas as bordas britunianas. Um acordo a portas fechadas foi feito com o rei Hastur, e a fortaleza se tornou cyrana. Com mais inimigos que amigos, o povo tende a ser unido e cuidar dos próprios interesses. Eles não tem nenhuma empatia pelos outros reinos, e não escondem isso.

Cyranos continuam apegados a seus antigos ideais, ainda que suas músicas agora sejam um pouco mais sombrias. Suas vestimentas continuam sendo extremamente belas e chiques, ainda que os mais jovens estejam usando cores mais escuras e sóbrias, como um modo de relembrar a nação que conheceram tão pouco. Alguns cyranos mudaram seus nomes para se misturar em outras cidades, mas a maioria procura as grandes comunidades de refugiados existentes, e os que migram para Nova Cyre acreditam que no futuro alcançarão as mesmas glórias do passado.

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Brasão de Cyre

O Povo

As peculiaridades e costumes dos cyranos

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O povo de Cyre é conhecido por ser vibrante, criativo e apaixonado. Considerados os mestres do mundo em seu apogeu, os cyranos trazem consigo um espírito inovador e uma curiosidade que os impulsiona a explorar os limites do possível. Eles são altos e esbeltos, exibindo uma elegância natural que se reflete em seus movimentos graciosos.


Alguns cyranos possuem olhos de cor violeta, um traço único entre todos os reinos, e que desperta curiosidade e fascínio. Há histórias de que, quando Alderion ainda estava sendo desbravada, os primeiros exploradores que chegaram a Cyre encontraram uma civilização utópica avançada formada por humanos maiores, mais esbeltos e graciosos que os dos outros reinos. Embora essa lenda nunca tenha sido provada, a distinção física e comportamental dos cyranos em relação aos humanos de

outras regiões é evidente.

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Os cabelos dos cyranos muitas vezes ondulam suavemente até os ombros, muitas vezes com mechas prateadas que sinalizam uma conexão especial com a magia. A imaginação fértil do povo de Cyre se manifesta em todos os aspectos de suas vidas, desde suas invenções e construções até a forma como vivem e interagem com o mundo. Cyre, situada sobre uma confluência de planos mágicos, possuía uma energia especial que permeava a cultura e a sociedade cyrana.

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Apesar de sua reputação de visionários e inovadores, há quem veja os cyranos como oportunistas, prontos para adaptar ideias de outros reinos e apresentá-las como suas. No entanto, os cyranos mantêm um estilo de vida distinto, carregando consigo o legado de sua terra, mesmo após a devastação causada pelo Lamentação. A graça com que dançam, lutam ou simplesmente caminham é evidente, onde quer que estejam. Hoje, dispersos em vários reinos, eles ainda cultivam um modo de vida intenso e ousado, marcado por uma busca contínua por experiências significativas e uma forte ligação com sua história.

Estilo de Vida

O dia a dia do povo cyrano

A moda em Cyre é uma expressão viva de sua cultura: extravagante, artística e única. Os cyranos preferem roupas que fluem com o movimento, optando por peças esvoaçantes e sobrepostas que respondem até à brisa mais leve. Casacos curtos combinam com camisas de manga longa e solta, criando um visual impressionante que prioriza a liberdade de expressão.

 

Diferente de muitos povos, as ocasiões formais não exigem roupas diferentes, mas sim o uso de joias mais elaboradas e, frequentemente, de máscaras ornamentadas, conferindo um ar de mistério e sofisticação aos eventos. Festivais e bailes são momentos para incorporar elementos de fantasia, permitindo que a moda cyrana alcance sua máxima expressão.


Jóias são um símbolo de status e beleza em Cyre, com braceletes, brincos e colares adornando tanto os mais ricos quanto os comuns. As peças frequentemente incluem adornos delicados e pedras brilhantes, que emitem sons suaves ou refletem a luz de maneiras encantadoras. O ornamento mais emblemático são os discos de orichalcum, estruturas circulares feitas de um metal raro e precioso que flutuam acima das

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cabeças dos cyranos. Antes de perderem seu poder, os discos eram capazes de manipular as energias mágicas da confluência dos planos mágicos existente em Cyre, possibilitando o uso impressionante da tecnomagia.

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Os Discos de Orichalcum e a Tecnomagia

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Os discos de orichalcum são mais do que apenas acessórios; representam o auge das conquistas tecnomágicas de Cyre. Quando carregados pela confluência mágica natural do reino, os discos permitiam aos cyranos manipular aparatos e feitiços com o poder da mente. Com essa tecnomagia , foi possível criar próteses tecnorgânicas, mecanismos encantados e dispositivos flutuantes que faziam parte do cotidiano.

 

A habilidade de ativar e controlar os discos por meio de intenções mentais era um exemplo marcante do domínio cyrano sobre a tecnomagia, e permitia uma interface direta com uma variedade de aparelhos mágicos.

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Entretanto, a destruição de Cyre durante a Lamentação interrompeu essa conexão com as forças mágicas que alimentavam o orichalcum, fazendo com que os discos perdessem suas propriedades especiais e se tornassem apenas adornos. Hoje, poucos cyranos ainda os usam no dia a dia, reservando esses antigos símbolos de poder para cerimônias e ocasiões solenes.

 

Embora tenham perdido suas funções originais, os discos de orichalcum continuam a ser lembranças tangíveis de um tempo em que Cyre era sinônimo de beleza, inovação e magia espetacular.

Artes

Expressão artística e decoração cyrana

Antes do Dia da Lamentação, os artistas de Cyre produziam obras extremamente originais, suas pinturas e esculturas não seguiam padrões, e produziam sensações diferentes a quem as via. Suas obras pareciam captar aquilo que ninguém tinha visto, a verdadeira essência do momento. Entretanto, o Dia da Lamentação provocou um grande bloqueio nestes artistas. Eles ainda se esforçam para manter a originalidade, mas seus trabalhos agora possuem uma certa aura de melancolia e tristeza. Vários grandes artistas vivem hoje reclusos, tentando superar a crise. Quando indagados do porque não conseguirem mais criar como antigamente, a resposta geralmente é a mesma, de que é impossível fazer arte sem possuir uma alma.

 

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Noite em Shadizzar ( 948 AE - Antes da Última Guerra ) - Ilies Shamthay

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Montanha ( 956 AE - Depois da Última Guerra ) - Ilies Shamthay

Arquitetura

Construções e cidades de Cyre

Antigamente, Cyre possuia uma arquitetura única, sem um padrão claro, mas facilmente reconhecido. As construções seguiam os sonhos de seus criadores, e isso dava à cidade uma tônica bem peculiar. Hoje, o que restam destas construções na Cidade do Lamento mais se assemelham a um pesadelo. Suas construções outrora cheias de vida, hoje parecem gritar de desespero. Suas cores desapareceram, prédios estão retorcidos, e casas destruídas fazem juz ao nome da cidade. Longe dali, na Nova Cyre, as construções buscam a mesma inspiração de outrora. Porém, não chegam nem perto do que já foi a Jóia Púrpura de Alderion.

 

Com recursos limitados e com angústia ao invés de inspiração, as construções são erguidas para suprir a necessidade de abrigar os refugiados. Em um ponto ou outro, desponta uma construção mais vistosa, como uma pequena flor nascendo em meio ao deserto. Para uns, é uma visão triste, uma tentativa desesperada de esquecer o passado e seguir em frente. Para outros, é a esperança de que o coração cyrano continua batendo.

 

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Shaddizar, uma das maiores cidades de Cire antes do Dia da Lamentação

Culinária

Sabores e temperos de Cyre

A culinária de Cyre reflete o espírito criativo e ousado do povo cyrano, sendo marcada por uma fusão de sabores exóticos, ingredientes incomuns e apresentações artísticas. Antes do Dia da Lamentação, a gastronomia de Cyre era conhecida por sua opulência e inovação, com pratos que desafiavam as convenções tradicionais de Galifar.

 

Assim como sua arte e arquitetura, a culinária cyrana buscava capturar a essência de momentos e emoções, resultando em combinações inusitadas de sabores, texturas e cores. Mesmo após a tragédia, os refugiados cyranos mantêm um forte apego às tradições gastronômicas, recriando receitas antigas, muitas vezes com um toque amargo que reflete a saudade de sua terra perdida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Servido em pratos dourados, o kebab Espeto da Alma Dançante é adornado com folhas de espinafre-estrela e pequenas flores comestíveis que brilham levemente no escuro, evocando a magia perdida de Cyre. Uma mistura de especiarias colhidas em diferentes planos mágicos, incluindo açafrão, cravo e pimenta negra encantada, traz um leve calor e aroma exótico.

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Este kebab é um verdadeiro reflexo da tradição culinária cyrana, trazendo elegância, sabor e um toque de misticismo para a mesa, mantendo viva a memória de uma terra que, embora destruída, ainda brilha nos corações de seu povo.

Kebab Cyrano – Espeto da Alma Dançante

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Relações Exteriores

A visão da maioria dos cidadãos sobre os reinos vizinhos

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Asterious Illmader, mercador de Cyre, diz:

Argos: “Eles se orgulham de sua Hextech, chamando-a de revolução. Para nós, parece uma imitação grosseira e sem alma da tecnomagia que Cyre dominava com elegância. O Rei Victor tenta fundir o arcano com a máquina por pura obsessão de controle, enquanto nós o fazíamos pela arte e pela beleza. Argos é o reflexo pragmático e frio do que fomos; eles têm a indústria, mas falta-lhes a inspiração. São visionários, sim, mas sua visão é cinzenta e metálica, desprovida da cor que nossa Jóia Púrpura trazia ao mundo.”

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Britúnia: “A única porta que não se fechou na nossa cara quando o mundo desabou. O Rei Hastur mostrou uma nobreza que pensei estar extinta em Alderion, cedendo terras para nossa Nova Cyre. Eles são rígidos, conservadores e obcecados por tradições antigas que sufocam a inovação, mas nos deram uma chance de respirar. Ozymandias tomou Dalaran, e sei que isso gerou tensão, mas Britúnia precisa entender: para quem perdeu tudo, a sobrevivência justifica qualquer ato. Somos gratos, mas não espere que nos curvemos como servos; somos parceiros na adversidade.”

Refugiados de Cyre: “Olhe para nós. Éramos o futuro, e agora somos fantasmas assombrando as fronteiras dos outros. A dor do Dia da Lamentação quebrou muitos de nós; vejo artistas que não conseguem mais pintar sem usar tons de cinza e músicos que só tocam réquiens. Mas em Nova Cyre, e na fortaleza de Dalaran, a chama ainda arde. O mundo nos vê como vítimas ou mendigos, mas somos os herdeiros da verdadeira glória de Galifar. Nossa terra morreu, mas nossa cultura é imortal. Vamos reconstruir, custe o que custar, e provaremos que a alma de Cyre é mais forte que qualquer cataclismo.”

Dargunn: “Traidores e usurpadores. Aquelas montanhas e vales eram nossos antes de Haruuc e sua corja de goblinóides cravarem uma faca em nossas costas. Eles aproveitaram nossa fraqueza para roubar terras e escravizar nosso povo. Darguun não é uma nação; é um acampamento militar glorificado, construído sobre roubo e sangue cyrano. Eles falam de honra marcial, mas não passam de selvagens organizados. O Império Dhakaani pode ter sido grande no passado, mas o Darguun de hoje é uma afronta à civilização.”

Kalimdor: “A antítese de tudo o que Cyre representava. Nós valorizávamos a sofisticação, a magia elevada e o conforto; Kalimdor celebra a brutalidade, a lama e a lei do mais forte. É uma terra de monstros onde a única diplomacia é a ponta de um machado. Ver orcs e ogros tentando formar uma sociedade é como ver animais tentando usar talheres. Eles representam o caos primitivo que passamos séculos tentando superar com a nossa evolução mágica. Mantenho distância; não há nada lá além de barbárie.”

Tír na nÓg: “Eles escolheram estagnar no tempo, abraçados às árvores e pedras, rejeitando o progresso que a magia arcana pode trazer. Tír na nÓg é belo, admito, mas é uma beleza selvagem e perigosa, sem o refinamento que nós cultivávamos. Eles temem o que não controlam, enquanto nós ousávamos sonhar o impossível. Eles protegem a natureza; nós a aperfeiçoávamos. Somos ideologicamente opostos, e a recusa deles em aceitar a evolução torna qualquer diálogo um exercício de frustração.”

Karrnath: “Um reino que abraça a morte nunca poderá entender o valor da vida. Karrnath é um lugar frio, não só no clima, mas na alma. O uso da necromancia, de transformar seus próprios mortos em ferramentas de guerra, é a maior perversão que já vi. Eles lutam com medo e obediência cega; nós lutávamos com paixão e criatividade. A disciplina deles é admirável, mas é a disciplina de um cemitério. Karrnath é o lembrete constante de que a ordem sem humanidade é apenas tirania.”

Arquipélago de Windsan: “O caos absoluto. Piratas, mercenários e oportunistas que vendem a própria alma por um punhado de ouro, se já não o fizeram. Mas, ironicamente, muitos cyranos encontraram refúgio lá. Em um mundo de leis rígidas que nos rejeitam, a anarquia de Windsan oferece uma liberdade perigosa. É o oposto da nossa sociedade planejada, mas para quem precisa desaparecer ou recomeçar sem perguntas, é um mal necessário. Eles vivem o momento, e talvez seja só o que nos resta.”

Zilargo: “Nossos verdadeiros aliados de espírito. Zilargo entende que a magia deve servir à alegria, ao conhecimento e ao bem-estar, não apenas à guerra. Eles nos acolheram em Korranberg com sorrisos genuínos, e suas luzes e músicas ajudam a abafar os gritos de nossas memórias. Claro, os gnomos são cheios de segredos, mas sua hospitalidade é um bálsamo. Eles são a prova de que inteligência e diversão podem coexistir, algo que Cyre sempre pregou.”

Khaz Modan: “Eles vivem enterrados em suas minas, obcecados por ouro e ferro, ignorando a beleza do céu e das estrelas. Os anões são mestres artesãos, sem dúvida, mas sua visão de mundo é estreita e materialista. Eles constroem para durar, nós construíamos para encantar. A rigidez deles e o fechamento de suas fronteiras mostram um povo com medo do mundo exterior. São úteis para o comércio, mas culturalmente, são tão duros e frios quanto as pedras que escavam.”

Planícies de Khitai: “Curiosidades primitivas. Um povo nômade que escolhe viver em tendas e correr atrás de dinossauros quando poderiam buscar o conforto da civilização. Eles têm uma conexão mística com suas feras, admito, mas rejeitam o avanço em prol de uma tradição estagnada. Para um cyrano acostumado com as torres flutuantes e o luxo mágico, a vida em Khitai parece uma punição autoimposta. Respeito sua liberdade, mas lamento sua falta de ambição.”

Turan: “Assassinos. Não há outra palavra. Quando a névoa nos consumiu e corremos para o leste em busca de salvação, os elfos de Turan nos receberam com flechas e lâminas. Eles massacraram famílias inteiras que imploravam por ajuda. Eles falam de honra e do 'Caminho do Samurai', mas não há honra em matar refugiados indefesos. Turan é um império de crueldade mascarada de disciplina. Jamais esqueceremos o que fizeram.”

Lotharion: “A maior decepção de todas. O reino da fé, da caridade, da Chama Prateada... que fechou seus portões na nossa cara para acolher alienígenas de outro plano. A Rainha Diani preferiu dar terras aos Draenei do que salvar seus irmãos humanos vizinhos. O fanatismo deles os cegou para a verdadeira compaixão. Eles pregam a luz, mas suas ações nos deixaram na escuridão. A hipocrisia de Lotharion queima mais do que qualquer chama sagrada.”

Aquilônia: “Uma tentativa desesperada de recriar o passado em uma terra hostil. Thraxus tenta erguer uma 'Nova Galifar' no meio da selva, lutando contra dragões e corrupção. Vejo muito de Cyre neles — a ambição, o desejo de civilizar o selvagem, a esperança de um renascimento. Muitos dos nossos foram para lá, atraídos pela promessa de construir algo grandioso novamente. Torço por eles, mas temo que a selva engula seus sonhos, assim como a névoa engoliu os nossos.”

Lugares Importantes

As cidades mais importantes e pontos de interesse do reino

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Dalaran - A Fortaleza de Cyre
 

O ato mais controverso após a Última Guerra foi, sem dúvida, a invasão à Fortaleza Flutuante de Dalaran, pertencente a Britúnia.

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Dalaran, criada pela Casa Cannith durante o auge do conflito, era uma das várias fortalezas mágicas desenvolvidas como resposta ao caos da guerra. 

O rei Ozymandias, governante de Argos, sempre expressou publicamente sua gratidão ao rei Hastur, soberano de Britúnia, por ter aceitado os refugiados cyranos em suas terras, especialmente após o Lamento que devastou Cyre. Por isso, a súbita invasão de Ozymandias à Dalaran pegou a todos de surpresa, sendo vista como um ato de traição.

 

A invasão, que ocorreu sem derramamento de sangue, foi realizada com uma eficiência que deixou o mundo perplexo. Não se sabe ao certo como Ozymandias conseguiu subjugar os soldados mágicos que ainda ocupavam a fortaleza. Relatos indicam que os defensores foram neutralizados com uma precisão cirúrgica, e, estranhamente, nenhum combate ocorreu.

A tensão entre os reinos disparou após o ocorrido.

 

Muitos acreditavam que Ozymandias poderia utilizar Dalaran como uma poderosa arma para invadir territórios vizinhos, ameaçando a já frágil paz estabelecida pelo Tratado de Thronehold. Britúnia, como proprietária original da fortaleza, tinha todo o direito de retaliar, e muitos esperavam uma resposta militar imediata.

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No entanto, para a surpresa de todos, o rei Hastur não retaliou. Ele permitiu que Ozymandias mantivesse o controle de Dalaran, e desde então, a fortaleza permanece estacionada perto de Nova Cyre, como um guardião silencioso. A justificativa de Ozymandias após sua reunião com Hastur foi simples e enigmática: ele declarou que fez aquilo "pelo seu povo", prometendo que faria o necessário para garantir sua segurança.

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A fortaleza, capaz de abrigar até 20 mil pessoas e equipada com armamentos capazes de devastar exércitos inteiros, agora serve como símbolo de esperança e poder para os cyranos que restaram. Sua silhueta imponente no céu é um lembrete de que, mesmo longe de sua terra natal, os sobreviventes de Cyre ainda possuem uma força formidável à sua disposição.

 

Muitos cyranos veem Dalaran como a chave para a preservação de sua cultura e linhagem, enquanto outros se perguntam quais são os verdadeiros planos de Ozymandias.

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O Platô de Vidro

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O Platô de Vidro surgiu de forma abrupta e misteriosa no Dia da Lamentação, transformando para sempre o coração de Cyre. Estendendo-se por quilômetros a sudoeste, o platô cobriu o local onde antes ficava a grandiosa capital de Cyre, Metrol, que foi destruída no cataclismo. O que antes era uma cidade viva e pulsante de cultura e poder, agora é um campo

desolado e brilhante, onde as ruínas de Metrol se erguem solitárias no topo do platô, como um triste lembrete do que já foi o orgulho da nação.

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A superfície do Platô de Vidro, com seu brilho iridescente e translúcido, parece feita de cristal, refletindo a luz em padrões hipnóticos, mas de uma maneira fria e inquietante. O lugar não atrai turistas ou aventureiros, pois Cyre, agora conhecida como a Cidade do Lamento, tornou-se uma região perigosa e imprevisível. O platô, longe de ser uma atração, é evitado por aqueles que temem as forças ocultas que ali habitam.

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Exploradores que se arriscam na área contam histórias de ruínas fantasmagóricas de Metrol que aparecem e desaparecem na névoa, como se a cidade tentasse resistir ao esquecimento. Nas profundezas do Platô de Vidro, alguns acreditam que resquícios de poderosos artefatos ou segredos arcanos ainda permanecem, enterrados sob o brilho traiçoeiro da superfície. No entanto, poucos ousam buscar respostas, temendo o que podem encontrar ou despertar.

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O Platô de Vidro é, assim, um símbolo tanto da devastação quanto do mistério. Uma cicatriz luminosa no mapa de Cyre, marcando o lugar onde um reino inteiro foi destruído em um único instante, deixando para trás apenas ruínas brilhantes e um silêncio ensurdecedor.

O Lago Escarlate

 

Anteriormente conhecido como Lago Plácido, é um dos lugares mais sombrios e perigosos de Cyre após o Dia da Lamentação. Antes da catástrofe, o lago era a nascente do Rio Cyre, cujas águas fluíam vigorosamente. Após a Lamentação, a nascente se transformou no Lago Escarlate, enquanto o Rio Cyre secou.​

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Atualmente, o Lago Escarlate é um local desolado, cercado por restos de criaturas e viajantes perdidos que, tragicamente, tentaram beber de suas águas tóxicas. O que antes era um refúgio natural se tornou um lugar sinistro, com suas águas tingidas de um vermelho profundo e mortal. Poucos ousam se aproximar desse lago envenenado, que agora reflete a devastação de Cyre.

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Nas profundezas do lago estão as ruínas submersas do antigo resort de luxo, chamada Jóia dos Cinco Reinos, que permanece inexplorado devido à letalidade das águas. Relatos falam de elementais de água, com corpos da mesma tonalidade vermelha, sendo avistados ao sul do lago, sugerindo uma possível conexão com o Caos Elemental, embora seus propósitos sejam desconhecidos.

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Além disso, criaturas aberrantes e desfiguradas, que também habitam as proximidades de Meereen, se estabeleceram perto do Lago Escarlate, tornando a região ainda mais perigosa para qualquer aventureiro. O Lago Escarlate, assim como o Platô de Vidro, serve como um triste lembrete da queda de Cyre e de seu antigo esplendor.

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O Véu Cinzento

 

A primeira e mais imponente característica que se depara aos visitantes é o Véu Cinzento, uma névoa espessa e perversa que envolve Cyre, erguida pelo evento da Lamentação. Com cerca de dez quilômetros de espessura e um quilômetro de altura, esse véu se estende cercando a terra devastada em um abraço opressivo e deprimente. Sua aparência é inquietante, com tons de cinza que se movem sob a luz, como uma enorme monstruosidade viva.

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Ao se aproximar do Véu Cinzento, uma atmosfera de desespero envolve todos que ousam se aproximar. O ar fica pesado, e um silêncio profundo se instala, quebrado apenas pelos gritos desesperados daqueles levados pela Lamentação, quando manifestam seus rostos congelados em expressões de agonia e dor. Embora não seja impenetrável, atravessar o véu é extremamente perigoso. Aqueles que tentam cruzá-lo rapidamente se arrependem de sua tola decisão.

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A visão de dentro do véu é impossível, ocultando os horrores do que restam à espreita no reino. Uma vez dentro do Véu Cinzento, vozes familiares ecoam nas brumas, atraindo os incautos e levando aventureiros a se perderem nas neblinas.

Além disso, os Volkras, criaturas sombrias que habitam essas terras, espreitam em busca de suas próximas vítimas, adicionando uma ameaça imediata para aqueles que se aventuram em busca de respostas.

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Cyre, agora marcada pela dor, se ergue como um reino sombrio e isolado, onde as memórias de um passado glorioso se entrelaçam com a escuridão de seu presente devastado. Somente os mais destemidos, ou tolos, ousam se aproximar, em busca de verdades enterradas sob as cinzas de uma catástrofe que transformou tudo em ruínas.

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Terra do Lamento

 

Aqueles que conseguem atravessar o Véu Cinzento, são imediatamente imersos em um ambiente inquietante e opressivo, onde a realidade parece distorcida e o tempo parece se arrastar.


A Terra do Lamento é um cenário de devastação, com as ruínas de Metrol e outras cidades ressoando com ecos de um passado glorioso que agora se

mistura a um presente de desolação. A paisagem é marcada por um terreno irregular e retorcido, onde árvores petrificadas se erguem como sentinelas mudas, suas copas cinzentas projetando sombras que dançam na bruma.

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O ar é pesado e carregado de uma névoa espessa, que confere um tom etéreo ao ambiente. À medida que se avança, os viajantes podem sentir uma presença sinistra, como se as próprias almas dos cyranos que pereceram na Lamentação estivessem aprisionadas nessas terras, lamentando sua perda. A realidade em meio à Lamentação é fluida e, frequentemente, ilusões distorcidas surgem, confundindo o que é real e o que é apenas um eco do passado.

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Os perigos são constantes e variados, desde o fato de que magia arcana e divina nem sempre funcionam como deveriam, as criaturas grotescas que vagam entre as sombras — como os Volkras, que se alimentam da esperança e da vida — até anomalias arcânicas que podem surgir a qualquer momento, provocando distúrbios no espaço e no tempo, e fazem com que os viajantes se percam ou fiquem presos em ciclos intermináveis. Estrondos súbitos e explosões de energia mística quebram o silêncio, tornando a atmosfera eletricamente tensa.

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Os poucos sobreviventes que habitam a Terra do Lamento são sombras de quem eram antes, distorcidos e traumatizados pelos horrores que presenciaram. O ambiente parece ter um efeito corrosivo sobre a psique, e muitos sucumbem à loucura ou se tornam meras conchas do que foram. Apenas os warforgeds permanecem imunes às alterações do reino, encontrando uma estranha forma de paz em um lugar que deforma tudo o que é orgânico.

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A sensação de estar em um limbo permeia a terra, onde a vida e a morte se entrelaçam, e as esperanças são sufocadas pelas brumas. A travessia do Véu Cinzento é apenas o primeiro passo em uma jornada repleta de perigos, onde os ecos de um passado glorioso reverberam através da desolação de um presente sem esperança. A Terra da Lamentação, com suas belezas macabras e horrores indescritíveis, permanece como um lembrete vívido do custo da guerra e da fragilidade da existência.

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